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REVISTA CONSTRUIR 2013

Refú­gio Particular.

Estar envol­vi­da pela natu­re­za e de que­bra, ter a chan­ce de acom­pa­nhar o movi­men­to das ondas do mar são pri­vi­lé­gi­os que fazem par­te da roti­na da famí­lia que mora na resi­dên­cia de 448,05 m².

Loca­li­za­do em Flo­ri­a­nó­po­lis, SC, teve como prin­ci­pal pro­pos­ta inte­grar a casa a pai­sa­gem e apro­vei­tar a vege­ta­ção que já exis­tia no amplo ter­re­no de 2900 m².

Os panos de vidro foram uti­li­za­dos para tra­zer a paz e a tran­qui­li­da­de para inte­ri­or da mora­da”, con­ta a arqui­te­ta Marí­lia Rus­chel, que assi­na o projeto.

Cer­ca­do por ver­de, fica até difí­cil acre­di­tar que a cons­tru­ção está inse­ri­da em uma gran­de e agi­ta­da cidade.

Ape­sar das gran­des dimen­sões do lote a arqui­te­ta fez pou­cos cor­tes e ater­ros, con­se­guin­do implan­tar a casa com maes­tria no local onde há a melhor vis­ta para o mar e o entorno.

Ergui­da com sapa­tas e vigas bal­dra­mes, tem estru­tu­ra de con­cre­to arma­do e madei­ra ange­lim ver­me­lha, tam­bém uti­li­za­da no telha­do. As veda­ções são com tijo­los cerâ­mi­cos, lam­bris de madei­ra em algu­mas super­fí­ci­es e amplos panos de vidro.

A cober­tu­ra da casa é fei­ta com o madei­ra­men­to apa­ren­te, vigas e cai­bros de ange­lim ver­me­lho e for­ro de mui­ra­ca­ti­a­ra, além da man­ta de iso­la­men­to tér­mi­co e telhas cerâ­mi­cas no tom marfim.

As vigas de madei­ra e tesou­ras apa­ren­tes agre­ga­ram qua­li­da­de plás­ti­ca na com­po­si­ção da arquitetura.

Foram cri­a­dos alguns cor­tes no telha­do para que as árvo­res nati­vas pudes­sem atra­ves­sar e fazer par­te da deco­ra­ção dos espa­ços internos.

Total­men­te inte­gra­da, a ala soci­al é mar­ca­da pela transparência.

Como os ambi­en­tes são bem ilu­mi­na­dos natu­ral­men­te, a deco­ra­ção é cle­an e neu­tra, com peças de vidro e madei­ra, que com­ple­men­tam a arqui­te­tu­ra da casa”, expli­ca Marília.

O tom sua­ve apa­re­ce nos pisos e ves­ti­dos com cerâ­mi­ca (Bren­nand) e nas pare­des com tin­ta acrí­li­ca na cor branca.

Para garan­tir pri­va­ci­da­de, a arqui­te­ta tomou o cui­da­do de ins­ta­lar os panos de vidros tem­pe­ra­dos em locais estra­té­gi­cos que não per­mi­tem a expo­si­ção exter­na dos cômo­dos. Emol­du­ra­dos por esqua­dri­as de madei­ra são res­pon­sá­veis pela vis­ta de tirar o fôlego.

Os mora­do­res não se can­sam de admi­rar as bele­zas da área exter­na. Nos dias fri­os, a pedi­da é se reu­nir ao redor da larei­ra de alve­na­ria com aca­ba­men­to de már­mo­re tra­ver­ti­no bru­to e obser­var os pás­sa­ros que pas­sei­am pelas árvores.

O pé-direi­to de 6,50 m per­mi­tiu a cri­a­ção de um meza­ni­no que liga e inte­gra os pavi­men­tos. Com estru­tu­ra de madei­ra, rece­beu aca­ba­men­to de páti­na. As esca­das de madei­ra fazem a cone­xão com a ala ínti­ma. São três con­for­tá­veis suí­tes no total, sen­do que uma é des­ti­na­da aos hóspedes.

 

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