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ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO 2008

Entre a mata e a lagoa.

Nes­ta casa em Flo­ri­a­nó­po­lis, a vis­ta alcan­ça o mar. A exu­be­rân­cia da pai­sa­gem gui­ou o pro­je­to, que se vale de gran­des áre­as envidraçadas.

O empre­sá­rio Ale­xan­dre Ros­si pas­sou dois anos pro­du­zin­do pro­gra­mas de turis­mo na Aus­trá­lia. “Nes­se perío­do, eu li mui­tas refe­rên­ci­as de casa de madei­ra. Gos­to de arqui­te­tu­ra, sem­pre colhi infor­ma­ções sobre esse assun­to”, con­ta. De vol­ta a Flo­ri­a­nó­po­lis, deci­diu que era hora, enfim, de usar esse conhe­ci­men­to para enco­men­dar o pro­je­to da mora­dia de sua famí­lia – a mulher, Vanes­sa, e o filho peque­no, Enzo. “Antes mes­mo de encon­trar o ter­re­no, me ani­mei, com­prei seis tron­cos de madei­ra bru­ta”, diz.

A arqui­te­ta Marí­lia Rus­chel, auto­ra do pro­je­to com o arqui­te­to Nel­son Tei­xei­ra Neto, suge­riu uti­li­zá-los para sus­ten­tar o per­go­la­do que con­tor­na par­te da varanda .

Nos­sa prin­ci­pal pre­o­cu­pa­ção foi inse­rir a casa no con­tex­to do entor­no, cuja vege­ta­ção tinha que ser pre­ser­va­da. Por isso, ade­qua­mos a plan­ta à posi­ção das árvo­res prin­ci­pais. Como o ter­re­no tem 25% de incli­na­ção, o andar supe­ri­or se situa na altu­ra das copas”, fala a arquiteta.

Pro­te­gi­da pelo per­go­la­do, a varan­da vol­ta-se para o melhor ângu­lo da pai­sa­gem. Assim como a cozi­nha está inte­gra­da à sala abaixo.

A laje do andar supe­ri­or, con­fec­ci­o­na­da com con­cre­to arma­do, foi reves­ti­do de madei­ra, mate­ri­al usa­do nos pila­res, no deck e na esca­da. A espé­cie esco­lhi­da foi a Garapeira.

A pis­ci­na com bor­da infi­ni­ta ali­nha-se à Lagoa da Conceição.

A água trans­bor­da em um espe­lho d’água cer­ca de 40 cm abai­xo, segue para um fil­tro e é bom­be­a­da de vol­ta para pis­ci­na. O piso, por­ce­la­na­to rús­ti­co (30 X 30 cm)

Bem ven­ti­la­da ilu­mi­na­da natu­ral­men­te, a casa mini­mi­za o con­su­mo de energia.

Outro recur­so que con­tri­bui para isso é um sis­te­ma de aque­ci­men­to solar – as pla­cas encon­tram-se num tre­cho do telha­do vol­ta­do para a face nor­te, a mais ensolarada.

A trans­pa­rên­cia tam­bém pau­tou o dese­nho da suí­te: pai­néis de cor­rer de vidro sepa­ram o quar­to do banhei­ro. Assim, quem usa a hidro­mas­sa­gem se bene­fi­cia da vis­ta da varanda.

Chu­vei­ros e cubas em dupli­ca­tas faci­li­tam uso a dois.

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